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Realidade ou ficção, um desafio dos novos tempos!

Participei de uma grande feira de management e percebi que a maioria dos temas escolhidos pelos palestrantes foram: Cultura organizacional, valores humanos, relações de confiança, confiabilidade, meio ambiente. Não sei se a maioria, mas também grande parte dos livros encontrados em exposição, tinha um tema direcionado ao homem como o ator principal dos movimentos necessários para atingir uma relação de  sustentabilidade dentro e fora das organizações.

Refletindo a respeito destes temas e das abordagens realizadas pelos palestrantes, comecei a me perguntar do porque de tantas pessoas falarem ao mesmo tempo destes assuntos?

 Uma hipótese é que o mundo e as pessoas andam em crise. Esta afirmação parece ser um tanto pessimista, entretanto te convido a refletir sobre o assunto e checar se realmente somos o que somos em qualquer ambiente.

Geralmente temos dois discursos: Aquele que é travado no campo das conversas públicas e os que são travados nas conversas privadas (fonte: Leonardo Wolk – Aula de Formação internacional em coaching ontológico).

As conversas públicas são aquelas que expressamos através da linguagem, que são compartilhadas com as pessoas. Na maioria das vezes  correspondem a expectativa alheia, são tidas no campo superficial, na margem dos diálogos.

Algumas pessoas utilizam esta linguagem para gerar impactos positivos no outro, entretanto, seu pensamento e as próprias ações não condizem com o que coloca em prática.

Ou então, as pessoas possuem clareza de propósito e são espontâneas, conseguem passear neste campo das conversas publicas com profundidade e compartilhar as conversas privadas (aquelas que são tidas apenas nos pensamentos e julgamentos pessoais) de forma responsável, gerando possibilidades de abertura e confiabilidade nas relações. Quantas destas pessoas você conhece?

Conheci muitas pessoas que saíram do mundo corporativo por que começaram a questionar os modelos existentes, ficando difícil relacionar-se com os sistemas estabelecidos para a máquina rodar, de acordo com os padrões destas organizações.

Algumas optaram por um caminho alternativo,  o da prestação de serviço, trilhando um caminho paralelo dentro das organizações. Mesmo nesta opção, os padrões ainda se repetem, quando falamos de egos e de conversas privadas.

 Outras escolheram ser elas mesmas, adaptando-se de forma produtiva e exercendo seus valores mesmo diante de obstáculos. Expandiram seu conhecimento e habilidade para lidar com o mundo de forma consciente, mantendo seu equilíbrio pessoal e colaborando com sua expertise e talento .

Desempenhar um papel e corresponder às expectativas do chefe, da organização, do mundo dos negócios ficou tão sério que precisamos lembrar que ser verdadeiro é bom. Gerar valor através de si mesmo, de suas experiências e da prática do discurso feito, faz toda a diferença neste mundo de incoerência.

Não há respostas certas ou erradas, existe apenas a sua escolha e como irá lidar com as incoerências que fazem parte deste mundo, dentro ou fora das organizações.

Por Cristiane Maziero

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